a)
Surdocego total: ausência total de visão e
audição.
b)
Surdocego com surdez profunda associada com
resíduo visual: ausência de percepção da fala mesmo com aparelho de
amplificação sonora individual, com resíduo visual que permite orientar-se pela
luz, facilitando a mobilidade e com apoio de alto contraste é possível ter
percepção de objetos, pessoas e escrita ou símbolos.
c)
Surdocego com surdez moderada associada com
resíduo visual: dificuldade para compreender a fala em voz normal e sua
percepção visual à luz permite mobilidade e com apoio de alto contraste é
possível ter percepção de objetos, pessoas e escrita ou símbolos.
d)
Surdocego com surdez moderada ou leve com
cegueira: dificuldade auditiva para compreender a fala em voz normal ou baixa,
é necessário falar mais próximo ao ouvido e tom mais alto (fala ampliada),
total ausência de visão, sem percepção de luminosidade ou vulto.
e)
Surdocego com perdas leves, tanto auditivas
quanto visuais: dificuldade para compreender a fala em voz baixa e seu resíduo
visual possibilita que defina e perceba volumes, cores e leitura em tinta
ampliada. (Maia, 2011).
A
Surdocegueira pode ser de dois tipos: a Congênita e a Adquirida. Constitui-se
surdocego congênito a pessoa que nasce surdocega ou adquire a surdocegueira nos
primeiros anos de vida antes da aquisição de uma língua (portuguesa ou Libras).
A surdocegueira adquirida se dá quando a pessoa ficou surdocega após a
aquisição de uma língua, oral ou sinalizada.
A
surdocegueira é uma deficiência única e especial que requer métodos de comunicação
especiais para conviver com as funções da vida cotidiana. Necessita de
mediações e de intervenções que ofereçam ao surdocego os recursos de
comunicação para responder significativamente ao meio ambiente; os recursos de
orientação no meio (adquirindo potencial para antecipar o que vai acontecer ou
o local onde irá acontecer a atividade) e de obtenção de informação sobre o que
o que está a sua volta de forma fidedigna. A sua interação com o mundo dá-se
através dos canais sensoriais como o tato, olfato, paladar, dentre outros.
Para a
criação, facilitação e ampliação o processo de comunicação da pessoa com
surdocegueira devem ser utilizadas estratégias que levem em conta os interesses
individuais do educando. Estratégias de contato corporal com os pares comunicativos
e de exploração do ambiente com pequenos movimentos. De utilização do tato e da
visão para reconhecimento de pessoas do convívio familiar. Criação de rotinas
consistentes e estruturadas (do interesse do aluno), com início e final claros
que ajudem o surdocego a antecipar os próximos eventos.
Deficiência Múltipla é a associação no
mesmo indivíduo, de duas ou mais deficiências primárias (intelectual, visual,
auditiva, física), com comprometimentos que acarretam conseqüências no seu
desenvolvimento global e na sua capacidade adaptativa. (Ikonomidis,2010).
As pessoas com
múltipla deficiência apresentam necessidades de ordem:
·
Físicas e médicas (postura e mobilidade, visual
e auditiva, convulsões, deglutição e mastigação, baixa resistência física, controle
respiratório e pulmonar);
·
Emocionais (afeto, atenção, oportunidades de
interação com o meio e com o outro, desenvolver relações sociais e afetivas,
estabelecer uma relação de confiança);
·
Educativa devido à (limitações no acesso ao
ambiente, dificuldades em dirigir atenção para estímulos relevantes;
dificuldades na interpretação da informação, dificuldades na generalização).
A partir das
necessidades da pessoa com múltipla deficiência e as conseqüências da ausência
de comunicação no seu desenvolvimento, as estratégias educacionais devem ser
planejadas de maneira sistemática, por meio do estabelecimento de rotinas
claras e de um sistema de comunicação adequado. Desenvolver atividades de forma
sensorial para garantir o aproveitamento de todos os sentidos; atividades
funcionais (que proporcionem aprendizagem significativa); atividades para
desenvolver habilidades de fazer escolhas. O aluno com múltipla deficiência
deve estar inserido em um ambiente que responda às suas iniciativas e onde o seu
tempo de resposta é respeitado. O contexto de aprendizagem da pessoa com
múltipla deficiência deve ser construído face a face, nas interações entre os
diferentes atores e nas relações interpessoais entre eles, em um processo
contínuo e partilhado, de forma contextualizada, dinâmica e evolutiva.
Referências
Bibliográficas:
Aspectos importantes para saber sobre
Surdocegueira e Deficiência Múltipla. Texto elaborado pela coordenadora da
disciplina Profª Drª Shirley Rodrigues
Maia para apoiar no desenvolvimento das propostas de Solução para o problema.
BOSCO, Ismênia C. M. G.;
MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação
Especial na Perspectiva da Inclusão escolar – Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010). Capítulo
1 – A pessoa com Surdocegueira. Capítulo 2 – A pessoa com Deficiência Múltipla.
Capítulo 3 – Necessidades Específicas das Pessoas com Surdocegueira e com
Deficiência Múltipla.
IKONOMIDIS, Vula Maria. Apostila sobre “Deficiência Múltipla
Sensorial”, 2010 sem publicar.
SERPA, Ximena Fonegra. Comunicação para pessoas com Surdocegueira.
Tradução do livro Conicacion para Persona Sordociegas, INSOR-Colômbia. 2002.
Parabéns pelo texto!!!
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